12 de jan de 2011

Monstro do Lago Ness

     Um dia desses um garotinho - que deve admitir, era meio doidinho - me contou uma história bem esquisita e no meio dela disse que o irmão dele tinha medo do monstro do lago Ness e que ele não tinha, e que por isso que ele tinha matado o monstro, depois de ouvir o nome do monstro escocéis mais famoso do mundo, me toquei que tinha me esquecido completamente dele, quando era menor tinha medo do tal monstro e meus primos mais velhos sempre me assustavam dissendo que ele iria me pegar se fosse para água, mas agora nunca mais tinha ouvido falar dele e então simplesmente tinha me esquecido. Já que me vinheram lembranças passadas, tenho que falar sobre esse monstro lendário com vocês.

     O monstro do lago Ness, também conhecido simplesmente como Nessie, é uma suposta criatura aquática que foi "vista" no Lago Ness, nas Terras Altas da Escócia. A sua existência, ou não, continua a suscitar debate entre os cépticos e os crentes, e é um dos mistérios da criptozoologia (estudo de espécies animais lendárias, mitológicas, hipotéticas ou avistadas por poucas pessoas).
     Durante séculos houve mitos sobre o monstro que vive nas profundezas do Lago Ness na Escócia. Aparições de Nessie datam de 1500 anos atrás. Recentemente, algumas pessoas provaram a sua existência com fotografias, mas muitas delas eram falsas.
     O monstro de Loch Ness é descrito como uma espécie de serpente ou réptil marinho, semelhante ao plesiossauro (dinossauro da imagem ao lado), um sauropterígeo pré-histórico. Uma das explicações para a existência desse monstro é que Nessie é realmente um dinossauro que escapou da extinção. Os cépticos argumentam com a impossibilidade de um único indivíduo sobreviver 63 milhões de anos e que esta hipótese implica a existência não de um monstro, mas de uma pequena comunidade. Baseado no tamanho do lago e na quantidade de alimento, George Zug, do Smithsonian, calculou que o número de criaturas como Nessie poderia variar de 10 a 20 animais se cada um pesarem cerca de 1500 quilos.
     Cientistas dizem que um Plesiossauro nunca levantaria o pescoço acima d'agua, como o monstro supostamente faz. Além disso, o plesiossauro era adaptado ao calor, e não às temperaturas absurdamente baixas do Lago Ness. Baseando-se nisso, um grupo de cientistas criaram uma teoria que diz que o monstro é um dinossauro parente do plesiossauro, que além de nunca ter sido documentado, possuía uma estrutura óssea diferente de seu suposto primo e o corpo adaptado a condições climáticas diferentes, que vivia no Oceano Ártico ou Atlântico. Assim, um grupo dessas criaturas entrou pelo Rio Ness (uma das únicas ligações do lago com o mar) e depois de certo tempo o rio ficou muito raso, e as criaturas não puderam sair, graças ao alimento farto de salmões, enguias e trutas as criaturas se adaptaram à vida no lago. Então, "Nessie" provavelmente seria da superordem Sauropterygia.
     Outras explicações para os registros visuais sugerem que as testemunhas tenham confundido o monstro com os esturjões que abundam no lago e que, graças à sua estranha aparência, possam ter causado confusão. Há ainda quem relacione os registos visuais com libertação de gases da falha tectónica que modela o lago, que podem chegar à superfície sobre a forma de bolhas.
     O primeiro registo escrito aparece na Vida de São Columbano escrita pelo próprio no século VI, onde Columbano descreve como salvou um picto das garras do monstro.
     Em 1923, Alfred Cruickshank avistou uma criatura com cerca de 3 metros de comprimento e dorso arqueado, mas o registro visual que iniciou a popularidade de Nessie data de 2 de Maio de 1933 e foi relatado pelo jornal local Inverness Courier numa reportagem cheia de sensacionalismo. A notícia gerou sensação e um circo chegou mesmo a oferecer vinte mil libras pela captura da criatura.
     Após esta oferta seguiu-se uma onda de registos visuais. Em 19 de Abril de 1934 foi tirada a mais famosa fotografia do monstro, fotografado pelo cirurgião R.K. Wilson (imagem ao lado). A fotografia circulou pela imprensa mundial como prova absoluta da existência real do monstro. Décadas depois, em 1994, Marmaduke Wetherell confessou ter falsificado a fotografia enquanto era repórter free lancer do Daily Mail em busca de um furo jornalístico. Wetherell afirmou também que decidiu usar o nome do Dr. Wilson como autor para conferir mais credibildade ao documento.
     Em 25 de maio de 2007, Gordon Holmes, um técnico de laboratório de 55 anos de idade, filmou um vídeo que ele diz ser de uma "criatura preta, com cerca de 45 pés de comprimento, movendo-se rapidamente na água". O vídeo será estudado por biólogos. Diz-se que este vídeo está "entre as mais brilhantes aparições do monstro já feitas". A BBC da Escócia transmitiu-o em 29 de maio de 2007.
     Em Julho de 2003, uma equipe da BBC realizou uma investigação exaustiva no lago, com o fim de determinar de vez a existência ou não do monstro. O lago foi percorrido de uma ponta à outra por mergulhadores e cerca de 600 sonares sem qualquer resultado. A BBC concluiu que o monstro não existe mas nem isto desalentou os defensores de Nessie.
     Grande parte da dificuldade em encontrar ou provar a ausência da criatura é devida à peculiaridade geológica do próprio lago. Ele tem forma estreita, profunda e alongada, com cerca de trinta e sete quilómetros de comprimento, 1,6 quilómetro de largura e uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelas geleiras da última era glacial. 
     No dia 29 de Maio de 2003, o governo da Escócia declarou que o monstro não existe e as ideias de que ele existe não passam de fruto da imaginação, mas muitos ainda descordam dessa ideia e continuam dissendo que já viram Nessie.

1 comentários:

Anônimo disse...

gata ele pode até ser falso, mas sua beleza é devassa

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