6 de fev de 2011

Coliseu

     Depois de me queimar e tentar melhorar a pequena, mas extremamente dolorosa, queimadura de segundo grau que tive tirando um munguzá do fogão, agora que tive tempo de escrever no blog. Então hoje falarei sobre a penúltima maravilha da semana, o Coliseu de Roma, gosto bastante do Coliseu porque adoro estudar a Roma Antiga, então esse será um ótimo post para se escrever.

     O Coliseu de Roma foi construído entre 70 e 90 d.C. Iniciado por Vespasiano de 68 a 79 d.C., mais tarde foi inaugurado por Tito por volta de 79 a 81 d.C., embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Inicialmente este prédio poderia sustentar no seu interior cerca de cinquenta mil espectadores, em três andares. Durante o reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, foi ampliado com um quarto andar, podendo abrigar então cerca de noventa mil espectadores. Finalmente foi concluído por Domiciano, filho de Vespasiano e irmão mais novo de Tito, por volta de 81 a 96 d.C.
     A construção começou numa área que se encontrava no fundo de um vale entre as colinas de Celio, Esquilino e Palatino. O lugar fora devastado pelo Grande Incêndio de Roma do ano 64, durante a época de governo do imperador Nero, e mais tarde havia sido reurbanizado para o prazer pessoal do imperador com a construção de um enorme lago artificial.
     Denominado anfiteatro Flávio, a construção era conhecida como o Coliseu pelo fato de sua proximidade com a colossal estátua de Nero. Os gladiadores lutavam na arena e, segundo a história relata, era o lugar onde os cristãos eram lançados aos leões.
     O belíssimo Coliseu foi construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jônicas e corintias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao fato de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.
     Os assentos são em mármore e a arquibancada dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; a maeniana, setor destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. A tribuna imperial encontrava-se situada no podium e era rodiada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados.
     Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espetáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passadeira superior de madeira, para o caso de algum acidente.
     Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger os espectadores do sol e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro.
     O edifício permaneceu como sede principal dos espetáculos da urbe romana até ao período do Imperador Honorius, no século V, sendo utilizado durante aproximadamente 500 anos. Ele deixou de ser usado para entretenimento, mas foi mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão. O último registro da utilização desse edifício foi efetuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476.
     Danificado por um terremoto no começo do século V, foi alvo de um extensivo restauro na época de Valentinianus III. Em meados do século XIII, a família Frangipani transforma-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído.
     O Coliseu era sobretudo um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia de toda uma civilização, e tal como era já profetizado pelo monge e historiador inglês, Beda, o Venerável, na sua obra do século VII De temporibus liber: "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma ruirá e quando Roma cair, o mundo cairá". O Coliseu é conhecido como o maior símbolo da cidade de Roma, e um dos melhores exemplos da engenharia e da arquitetura romana.

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