24 de mar de 2011

Abbey Road


     Na verdade hoje iria falar sobre Harry Houdini, mas como a Melissa já vai falar dele no próprio blog dela, então tinha pensado em falar sobre o Bin Laden, mas de último hora e não se porquê, me baixou uma ideia de fazer sobre o disco Abbey Road dos meus amados Beatles.

     Abbey Road foi o décimo segundo álbum lançado pela banda britânica The Beatles. Foi lançado em 26 de setembro de 1969, e leva o mesmo nome da rua de Londres onde situa-se o estúdio Abbey Road. Foi produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.
     Depois das gravações de Let it Be, e quando o próprio grupo achava que não se reuniria mais. Paul McCartney deixou o próprio George Martin surpreso ao receber seu telefonema pedindo para que ele produzi-se mais um disco dos Beatles. George Martin topou, com a condição que fosse como faziam antes. Assim, ele não só produziu o melhor disco dos Beatles como também o álbum mais vendido até hoje.
     George Harrison surpreendeu a crítica como compositor, sempre havia ficado ofuscado por McCartney e Lennon, mas se mostrou ótimo com as músicas Here Comes the Sun e Something. Paul foi o mentor musical do trabalho, tendo seu melhor desempenho no lado B do disco. John Lennon, ausente em muitas sessões de gravação, ainda teve fôlego para dar ao grupo três de suas melhores canções: Come Together, I Want You (She's So Heavy) e Because. Ringo teve seus momentos na música Octou's Garden, que compoz, e no seu único solo de batéria que fez enquanto estava na banda, na música The End.
     Quando foi gravado na época do vinil, o álbum tinha dois lados bem distintos entre si, a fim de agradar tanto a Paul McCartney como a John Lennon individualmente. O lado A, que ia de Come Together a I Want You, foi feito para agradar a Lennon, é uma coleção de faixas individuais. Enquanto que o lado B (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção.
     Quero dar um destaque a faixa The End, pois é o final do disco e praticamente a despedida dos Beatles. Coincidência ou não, cada um dá seu aderus. Ringo faz seu primeiro solo de bateria, e logo depois entram as guitarras de Paul, George e John (nesta sequência) e cada um intercala seu solo. Após um break, o grand finale: "And in the end, the love you take is equal to the love you make" (E no final, o amor que você recebe é igual ao amor que você faz).
     A famosa fotografia da capa do álbum foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969 por Iain Macmillan. A sessão de fotos durou dez minutos, John sempre muito apressado só queria "tirar a foto e sair logo dali, deveriamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas". A ideia da foto era de Paul McCartney e foi ele quem escolheu a melhor das seis fotos que foram tiradas (além da foto escolhida para o álbum, uma das seis é essa foto ao lado). Esse fusquinha da capa está atualmente no museu da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha. Hoje, a rua onde eles tiraram a foto virou patrimônio mundial.
     A capa do disco foi objeto de rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de carro em 1966. Mais informações informações sobre essas teorias é só clicar no link acima.
     Esse foi mais um trabalho dos Beatles envolvendo o polêmico número nove. Sintomaticamente encerrando a carreira dos Beatles (Abbey Road = 9 letras), segue a linha de "Revolution 9" e que depois seria retomada por Lennon em sua carreira solo, # 9 Dream, e em diversas outras citações do ex-beatle.

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