21 de mar de 2011

Segunda Guerra Mundial

     Há alguns dias recebi uma pergunta de um leitor do blog se a Segunda Guerra Mundial era mesma coisa que a Guerra Fria, após lhe explicar que as duas são guerras distintas, havia lhe prometido falar mais sobre a Segunda Grande Guerra no final de semana, mas como fiquei muito ocupada com o campeonato de xadrez que já mencionei com vocês ontem, só pude escrever sobre essa guerra hoje, e peço desculpas a ele por me atrasar quanto a publicação desse post.

     A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo todas as grandes potências – organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de cem milhões de militares mobilizados.
     Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a nos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, foi o conflito mais letal da história da humanidade, com mais de setenta milhões de mortos.

     Quase todos os historiadores concordam que a causa diplomática mais profunda da Segunda Guerra Mundial tem sua origem no Tratado de Versalhes, assinado entre as potências vencedoras da Primeira Grande Guerra (Estados Unidos, Inglaterra, França) e as Vencidas (a Alemanha e a Áustria). A Alemanha se viu despojada da Alsácia-Lorena (que havia conquistado na guerra franco-prussiana de 1870), como teve de ceder à Polônia uma faixa de território que lhe dava acesso ao Mar Báltimo (o chamado "corredor polonês").
     O nazismo fortalecia-se rapidamente na Alemanha. Hitler (imagem ao lado) precisava do apoio de Reichswehr para realizar o rearmamento alemão, mas a maioria dos generais mantivera-se até então numa atitude de expectativa em relação ao novo governo. A pretensão da SA, manifestada por seus chefes em múltiplas ocasiões, de se transformarem em exército nacional, horrorizava os militares profissionais, educados na Escola von Seeckt. Parecia-lhes um absurdo entregar aquela pequena, mas eficientíssima máquina, que era Reichswehr, nas mãos dos turbulentos "camisas pardas", acostumados apenas a combates de rua. Hitler inclinava-se a dar razão aos generais, o que vinha contra os interesses dos membros da SA mais radicais. Em alguns círculos da milícia nazista, já se falava na necessidade de uma segunda revolução que restituísse ao Partido o ímpeto inicial.
     Por ordem expressa do Führer, foram realizadas execuções sumárias na noite de 29 para 30 de Junho de 1934. Adolf Hitler deu às execuções o nome idealizado pelo Capitão Ernst Röhm, Noite das Facas Longas. Quase todos os líderes da SA, a começar por seu chefe, o próprio Capitão Ernst Röhm, foram passados pelas armas, juntamente com alguns políticos oposicionistas e o General von Schleicher, que era um dos maiores opositores a Hitler. Tal decisão provocou a morte de algumas centenas de pessoas, muitas das quais eram fiéis do Partido, desde longa data.
     Mas o marco inicial da guerra ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos : Aliados (liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos) e Eixo (Alemanha, Itália e Japão).
     O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia.
     Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico (Havaí). Após este fato, considerado uma traição pelos norte-americanos, os estados Unidos entraram no conflito ao lado das forças aliadas.
     Apesar da evidente superioridade militar Aliada, as tropas alemãs resistiram tenazmente, até porque Hitler alimentava a esperança de que as contradições internas entre os aliados, especialmente a perspectiva de ocupação da Europa Oriental pelos soviéticos, levasse os anglo-americanos a firmarem uma paz em separado com a Alemanha. Afinal, como ele disse aos seus generais: "Jamais houve, em toda a história, uma coalizão composta por parceiros tão heterogêneos quanto essa de nossos inimigos. Estados ultra-capitalistas de um lado e um estado marxista do outro".
     De 1941 a 1945 ocorreram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas frentes de batalhas.
     O Brasil então participa diretamente, enviando para a Itália (região de Monte Cassino) os pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Os cerca de 25 mil soldados brasileiros conquistam a região, somando uma importante vitória ao lado dos Aliados.
     Em 11 de julho de 1945, os líderes Aliados se reuniram em Potsdam, na Alemanha. Lá eles confirmam acordos anteriores sobre a Alemanha e reiteram a exigência de rendição incondicional de todas as forças japonesas, especificamente afirmando que "a alternativa para o Japão é a rápida e total destruição."
     Como o Japão continuou a ignorar os termos de Potsdam, os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto (imagem ao lado). Entre as duas bombas, os soviéticos, em conformidade com o acordado, invadem a Manchúria, dominada pelos japoneses, e rapidamente derrotam o Exército de Guangdong, que era a principal força de combate japonês. O Exército Vermelho (exército da URSS) também captura a ilha Sacalina e as ilhas Curilas. Em 15 de agosto de 1945 o Japão se rende, com os documentos de rendição finalmente assinados a bordo do convés do navio de guerra americano USS Missouri em 2 de setembro de 1945, pondo fim à guerra.

4 comentários:

Candy Reis disse...

Ah , passa la mesmo porque depois não tem mais as peças que passam na tv o que é chato ,ah e que bom que gostou *-* obg pelo elogio♥
você sempre , você é muito bem vida la lindona!

Bye

Any Brasil disse...

nossa quando leio essas coisas, fico mal, pensanso em tanto sofrimento.
trendluxo.blogspot.com

Charles disse...

adoro ouvir e ler sobre a segunda guerra mundial! parabens pelo blog, eu tbem tenho muito material sobre adolph hitler e to criando blog e vou compartilhar com vc.

janeide jany tudo sobre tudo disse...

obrigada valeu a materia tava precisando mesmo pra um trabalho da faculdade bjosss :-)

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